Fantasma de criança com boneca assombra Banco de la Nación.
BUENOS AIRES – Um fantasma circularia pelos corredores do Banco de la Nación Argentina. E não se trata da anunciada – e ainda não ocorrida – assombra��o privatiza��o do maior banco estatal argentino. Trata-se da figura transl�cida e esbranqui�ada de uma menina carregando uma boneca na m�o direita que foi fotografada pelas c�maras do sistema de seguran�a da institui��o financeira.
Lendas sobre a presen�a de “assombra��es” nesse banco sempre foram comentadas informalmente pelos funcion�rios, mas esta � a primeira vez em que se documenta esta fantasmag�rica possibilidade.
A “presen�a” foi registrada caminhando pelo segundo andar do imenso banco, que ocupa todo o quarteir�o norte da hist�rica Pra�a de Mayo, no centro de Buenos Aires. H� poucos anos descobriu-se que o quarteir�o foi um cemit�rio durante o per�odo colonial.
Dentro do banco, h� tr�s anos, um agente da pol�cia federal verificou a presen�a noturna de um homem vestido de preto com uma cartola caminhando pelo lugar. Quando tentou segurar seu bra�o, o homem desapareceu no ar. O policial teve um imediato colapso nervoso.
Os funcion�rios do banco, meio nervosos, meio brincando, comentavam na porta do edif�cio: “se a economia continuar assim, daqui a pouco seremos todos fantasmas…” (A.P.)
A Casa Mais Assombrada da Inglaterra
A pequena par�quia de Borley est� em uma regi�o desolada e pouco povoada perto da costa leste da Inglaterra. no condado de Essex, perto da divisa com Suffolk. � um lugar de apar�ncia sombria, cen�rio adequado para um dos casos mais bem documentados e controversos de assombra��o dos tempos modernos – uma s�rie de acontecimentos estranhos ocorrida em uma escura mans�o vitoriana, que acabou sendo conhecida como a Casa Mais Assombrada da Inglaterra.
Borley deve sua fama principalmente ao irrefre�vel Harry Price, fundador do Laborat�rio Nacional de Pesquisas Ps�quicas e o mais famoso ca�ador de fantasmas de sua �poca. Em 1929, Price ouviu falar de dist�rbios peculiares na casa paroquial de Borley, uma constru��o em alvenaria erguida em 1863 como resid�ncia para os pastores da igreja local. Desde o inicio, conta-se, os moradores da casa foram perturbados por apari��es fantasmag�ricas e ru�dos estranhos: um homem sem cabe�a e uma mo�a de branco, o barulho de uma carruagem fantasmal fora de casa, passos arrastados e batidas em seu interior. E havia ainda a figura espectral de uma freira vagando inquieta pela casa e pelo jardim, cabisbaixa e com semblante de pesar.
A tradi��o local tinha uma explica��o rom�ntica. Dizia-se que no local da casa houvera outrora um mosteiro flanqueado por um convento, e que no s�culo XIII um monge e uma bela novi�a jovem haviam sido apanhados quando tentavam fugir para casar-se. O monge foi enforcado e a pretendente a freira foi emparedada viva no convento. Para um pesquisador experiente de fatos paranormais como Price, essa deve ter parecido uma historia velha e batida – os espiritos de freiras e monges, bem como as carruagens espectrais, s�o figurinhas repetidas nas hist�rias inglesas de fantasmas. Mas os fen�menos de Borley revelaram-se mais complexos.
Mais ou menos na mesma �poca em que Price se interessou por Borley, o casar�o come�ou a ser alvo da en�rgica atividade de um poltergeist. Sinos tocavam, luzes acendiam sozinhas e objetos voavam pelo ar. Em 1930, o reverendo Lionel Foyster e sua atraente esposa muito mais jovem que ele mudaram-se para a casa e as manifesta��es sobrenaturais ficaram mais frequentes. E um novo fenomeno – que Price considerou �nico nos anais da paranormalidade – manifestou-se: misteriosas mensagens escritas come�aram a aparecer nas paredes e em peda�os de papel espalhados pela habita��o.
Em 1937 – quando a constru��o j� fora abandonada como resid�ncia paroquial, Price alugou a casa por um ano e instalou um rod�zio de observadores para documentar os fen�menos. Escreveu mais tarde dois livros populares sobre o caso, dando tamb�m in�meras palestras e entrevistas no radio sobre o assunto.
A incans�vel publicidade promovida por Price fez com que Borley ficasse famosa e fosse alvo de pesquisadores rivais, que por d�cadas se debateram com o mist�rio. Os detratores afirmaram que todo o caso era suspeito, zombando das t�cnicas de pesquisa de Price e, em particular de sua equipe de observadores amadores, recrutados por an�ncios em jornais. Os cr�ticos chegaram at� a sugerir que Price houvesse orquestrado pelo menos alguns dos supostos fen�menos de poltergeist. No final, porem, o controvertido ca�ador de fantasmas acabou encontrando ind�cios de uma trag�dia do passado long�nquo que parecia explicar as assombra��es – e convenceu muita gente de que as manifesta��es eram autenticas.
Logo depois de mudar-se para a casa paroguial, Marianne Foyster encontrou um velho envelope com o nome dela e escreveu: “O que quer?”, colocando o envelope no mesmo lugar. A pat�tica resposta (“descansar”) apareceu debaixo da pergunta.
O reverendo Henry Dawson Ellis Bull, que se tornou pastor da igreja de Borley em 1862, n�o se perturbou com as hist�rias de fantasmas em sua par�quia e n�o hesitou em construir seu novo lar no local em que se dizia ser mais prov�vel a assombra��o dos irrequietos espiritos da aldeia. Segundo a lenda local, a casa paroquial de Borley foi construida sobre as ru�nas das funda��es de duas estruturas muito mais antigas: o solar da nobre familia Waldegrave e um antigo monast�rio.
Ao longo dos anos, os criados e as filhas de Bull foram continuamente molestados por estranhos ru�dos de batidas, passos fantasmag�ricos e a perturbadora apari��o de figuras espectrais. O requintado Bull, por�m, parecia considerar essas estranhezas como uma esplendida forma de divertimento. Chegou at� a construir um quiosque onde ele e seu filho mais velho, Harry, podiam desfrutar de um charuto ap�s o jantar enquanto assistiam aos passeios crepusculares da freira espectral. Com a morte do pai, em 1892, a casa paroquial, os fantasmas e o emprego de par�co passaram para as m�os de Harry, que ficou ali at� morrer, em 1927. Mas o sucessor dos Bull, o reverendo Guy Smith, deixou a reitoria apenas um ano depois de instalar-se, incomodado com os fantasmas de Borley aos quais, aparentemente, havia se juntado um poltergeist – e pelo estado deplor�vel e cada vez mais dilapidado da casa.
At� ent�o, os fantasmas de Borley pareciam relativamente benignos. Isso mudou quando o reverendo Lionel Foyster e sua esposa Marianne se mudaram para l�, em Outubro de 1930. As batidas dentro das paredes ficaram mais fortes e mais insistentes, os m�veis eram deslocados e as portas pareciam trancar-se sozinhas. Mais perturbadora era a viol�ncia que parecia ser dirigida contra Marianne que foi jogada de sua cama, atingida diversas vezes por uma pesada m�o invis�vel e for�ada a esquivar-se de objetos pesados que voavam para cima dela noite e dia.
Em seu primeiro livro – publicado em 1940, cinco anos depois que os Foyster haviam se mudado – Price deixou impl�cito que desconfiava do uso de prestidigita��o por Marianne para montar alguns dos dist�rbios. Ao mesmo tempo, por�m, afirmou categoricamente que pelo menos um dos espiritos que assombraram Borley por tantas d�cadas encontrou na esposa do pastor uma alma solidaria. Julgou que essa teoria era apoiada pelas arrepiantes mensagens escritas nas paredes, dirigidas a Marianne.
As mensagens, pedidos queixosos de ajuda escritos com caligrafia infantil, pareciam ser de outra mulher jovem – a qual, por suas referencias a ora��es, missas e incenso, fora cat�lica. Foram pistas importantes que, como pe�as de um quebra-cabe�a, encaixaram-se com perfei��o na historia que Price acabou montando para explicar o mist�rio de Borley um relato macabro de assassinato e trai��o, cuja personagem central era uma jovem freira, mas n�o a da lenda local.
Durante o ano em que alugou a antiga casa paroquial de Borley, Harry Price e sua equipe n�o descobriram fen�menos novos, mas um acontecimento sensacional deu a Price informa��es para chegar a solu��o que ele estava procurando.
A descoberta deu-se atrav�s do uso da planchette, instrumento equipado com um l�pis que se move – supostamente guiado por espiritos – na prancheta, escrevendo mensagens pela m�o de um assistente. Um suposto espirito que se identificou como Marie Lairre contou que havia sido freira na Fran�a do s�culo XVII, mas que deixar� o habito para casar-se com Henry Waldegrave, membro da abastada fam�lia cuja casa senhorial se erguer� um dia no ponto em que agora existia a resid�ncia do pastor. No solar, tempos depois, ela teria sido estrangulada pelo marido que esconder� seus restos no por�o.
A historia parecia explicar o fen�meno mais instigante daquele lugar. A angustiada figura da freira e as mensagens escritas podiam agora ser interpretadas como ind�cios de que a mulher fora enterrada em solo n�o-consagrado, estando por isso condenada a vagar perpetuamente, em uma busca v� pela paz final.
Em mar�o de 1938, cinco meses ap�s a mensagem de Marie Lairre, consta que outro espirito se manifestou sobre o assunto, prognosticando que um inc�ndio iria ocorrer naquela noite e que a prova do assassinato da freira seria encontrada nas ru�nas.
Borley n�o ardeu naquela noite. Mas, onze meses depois, o novo propriet�rio, o capitao W. G. Gregson, estava desempacotando seus livros quando uma lamparina no sagu�o caiu, dando �nicio a um inc�ndio. O fogo alastrou-se rapidamente e a antiga casa paroquial de Borley foi destru�da, dando finalmente a Price uma oportunidade para procurar sob a terra alguma prova fisica que servisse para explicar a assombra��o.
Por varias raz�es, ele s� pediu licen�a a Gregson para escavar em 1943. “Procurem sob o ch�o de tijolos, no por�o”, implorara uma das mensagens dos esp�ritos; ap�s um s� dia de escava��es, a equipe de Price descobriu alguns ossos fr�geis que acabaram sendo identificados como pertencentes a uma mulher jovem – para Price, a evidencia de que havia algo verdadeiro naquela historia da freira assassinada.
Aparentemente, um enterro crist�o para os ossos deu ao fantasma da casa paroquial de Borley o sossego que ele tanto buscava havia tempos. Nunca mais ouviu-se falar de assombra��es na casa em ru�nas, que foi finalmente demolida em 1944.
LOL
to com preguissa de editar x_x
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